"E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito..."

(O verbo no infinito,
in Para viver um grande amor
Vinicius de Moraes)

Foto Ana Cristina Melo

Um pouco de mim...

Nasci em 26 de março de 1972, no Rio de Janeiro, onde sempre morei.

Aos 9 anos, descobri a literatura da forma mais simples, por meio dos textos contidos nos livros didáticos. A fagulha foi um poema singelo que despertou esse amor pela palavra, pelo tanto que é capaz de transformar. Não tardou para que eu buscasse textos maiores, que me levaram à coleção Vagalume. A paixão pela leitura logo deu lugar ao bichinho-escritor. Daí, não custou para me debruçar sobre a máquina de escrever, datilografando dezenas de páginas de poemas, material que acabei destruindo. 

Aos 14 anos, numa dessas bifurcações da vida, me vi encantada pela Informática, e optei por esse caminho como profissão. Começava aí minha formação técnica. Formei-me em tecnóloga em processamento de dados e fiz especialização em análise de sistemas, profissão que exerço até hoje. Mantendo como ocupação paralela, desde os 16 anos, a atividade de professora; até 2010 lecionei para a graduação e pós-graduação da Universidade Estácio de Sá. Publiquei quatro livros técnicos, palestrei em eventos da área, escrevi artigos para revistas especializadas.

Contudo, em 2005, a paixão pela literatura transbordou, lotando minhas gavetas virtuais, ocupando os segundos livres do meu tempo.

Para dar voz a essa paixão, comecei a participar de concursos literários, conseguindo várias classificações, que me encheram de ânimo e me deram força para buscar cada vez mais qualidade em meus textos.

Nesse processo, participei de algumas oficinas literárias com escritores que me acrescentaram muito. E aqui deixo meu agradecimento e carinho a: Livia Garcia-Roza, Marcelo Moutinho, Moacyr Scliar, José CastelloLuiz Ruffato e Claudia Lage.

Como forma de respirar literatura em todos os segundos livres, deixei nascerem alguns espaços literários. Alguns blogs foram criados para divulgar a literatura nacional, concursos literários, entre outras notícias. Foram eles: Canastra de Contos, Ficção de Gaveta, Sobrecapa e o Jornal virtual Sobrecapa Literal.

Atualmente, mantenho apenas meu blog Canastra de Contos (http://canastradecontos.wordpress.com).


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E aqui estou, respirando o ar dessas duas carreiras: a de analista de sistemas e a de escritora.

Para conhecer todos os livros que já publiquei, é só dar um pulinho na página Livros.

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O amor antigo

(in Declaração de amor. Carlos Drummond de Andrade)

O amor antigo vive de si mesmo
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

"A Boneca"
Walter de Freitas

Aquela boneca velha, toda rota, quase nua
Por uma menina rica foi atirada na rua
Uma pobre lavadeira que passava nessa hora
pensando em sua filhinha apanhou-a sem demora

Ao vê-la a menina pobre bateu palmas de contente
Como é linda foi dizendo
ó que bonito presente
Assim a boneca velha pela rica desprezada
Achou na menina pobre sua mãezinha adorada


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